Crédito no agro: especialista explica por que planejamento vale mais do que coragem
Em um cenário em que produtores e empresários buscam capital para investir, ampliar estruturas e aumentar a produtividade, o PodRondônia trouxe um alerta direto: crédito não é impulso — é estratégia.
Durante o episódio, o consultor Aroldo de Oliveira Matos destacou que a decisão de tomar crédito precisa estar conectada a planejamento e retorno financeiro, e não à urgência do momento. “Os grandes sucessos de tomada de crédito é aquele que eu planejo… eu uso esse crédito para alavancar o crescimento da minha empresa, não para resolver um problema presente”, afirmou.
O episódio também reforça um erro frequente no campo e no comércio: usar empréstimo para quitar dívidas, acreditando que isso “organiza” o negócio. Aroldo foi enfático: “Você pagar uma dívida não vai resolver a sua produtividade, não vai aumentar a sua receita e não vai trazer um resultado para o dinheiro que você tomou de crédito”.
Outro ponto importante foi a mudança de mentalidade sobre o banco. Segundo o consultor, entender a lógica do sistema bancário muda o jogo na negociação: “O banco é um vendedor de dinheiro… o produto do sistema bancário é o dinheiro”. A recomendação é antecipar necessidades, organizar números e buscar condições melhores, em vez de agir no improviso.
O episódio ainda detalha três perfis comuns entre empreendedores e produtores: o conservador (que perde oportunidades), o corajoso demais (que arrisca além do limite) e o centrado, considerado “o melhor cliente”, por saber onde quer chegar e qual é o próximo passo. A entrevista reforça uma mensagem simples: crédito bem usado acelera crescimento; crédito mal usado vira problema. “O crédito não é um ato de coragem, é um ato de segurança. É uma ferramenta estratégica para impulsionar o crescimento”, concluiu
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Fonte: Cacoal Notícias