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Operação Matriarca: 19 são denunciados por tráfico e Justiça bloqueia até R$ 10 milhões

Por Redação
Publicado 07/03/2026

Foto: Assessoria

A Polícia Civil de Rondônia, por meio da 1ª Delegacia de Repressão a Narcóticos (Denarc), apresentou à Justiça um conjunto de provas que resultou na denúncia de 19 investigados pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. A ação faz parte da Operação Matriarca, que também levou ao bloqueio judicial de patrimônios que podem chegar a R$ 10 milhões, com o objetivo de enfraquecer financeiramente a organização criminosa.

De acordo com a investigação, o grupo atuava de forma estruturada na região de fronteira, mantendo um esquema de fornecimento, transporte e distribuição de entorpecentes até a capital. A Polícia Civil identificou que a organização possuía divisão clara de funções entre os integrantes, incluindo responsáveis pelo envio da droga, transporte e operadores financeiros encarregados de ocultar os valores obtidos com a atividade ilegal.

Durante as apurações, os investigadores descobriram que parte das negociações ocorria por aplicativos de mensagens, com envio de fotos e vídeos das drogas para compradores. Os pagamentos eram realizados principalmente por transferências via PIX, o que também foi rastreado durante o inquérito.

A materialidade dos crimes foi reforçada por apreensões de entorpecentes realizadas anteriormente, além de laudos toxicológicos produzidos durante o processo investigativo.

A Operação Matriarca foi deflagrada em novembro de 2025 e resultou no sequestro de sete veículos ligados às atividades ilícitas. Entre os bens apreendidos está uma caminhonete de luxo avaliada em mais de R$ 350 mil.

Com base nas provas reunidas pelo Denarc, o Ministério Público ofereceu denúncia contra os investigados, incluindo a causa de aumento por transnacionalidade, já que o grupo mantinha ligação com rotas de tráfico na fronteira.

As investigações também revelaram um complexo esquema de movimentação financeira utilizado para esconder os lucros obtidos com o tráfico. Para evitar a ocultação de bens, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros, a indisponibilidade de imóveis e restrições sobre veículos por meio dos sistemas Renajud e Sisbajud.

Além disso, houve comunicação à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para o congelamento de possíveis investimentos vinculados aos investigados.

Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam com foco no rastreamento de patrimônio oculto, buscando garantir que a organização criminosa seja completamente desestruturada também no aspecto financeiro.

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Foto: Assessoria

Fonte: PC/RO

Aviso Este site acompanha casos policiais. Todos os conduzidos e/ou envolvidos são tratados como suspeitos e é presumida sua inocência até que se prove o contrário. Recomenda-se ao leitor critério ao analisar as reportagens e emitir algum juízo de valor.