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UTI e Hemodiálise do Hospital Regional de Guajará-Mirim consolidam atendimento para casos graves na fronteira
Com recorde de produtividade, HRGM elimina viagens de 500 km por sessão para renais crônicos.

Por Redação
Publicado Ontem, às 08h
Atualizado Ontem, às 08h

O fortalecimento da infraestrutura hospitalar em Rondônia atingiu um estágio de maturidade com a consolidação dos serviços de nefrologia em Guajará-Mirim. Instalada no Hospital Regional (HRGM) Dr. Júlio Pérez Antelo, a unidade não apenas descentralizou o suporte vital, como estabeleceu um novo padrão de atendimento na região de fronteira. Segundo balanço da Mediall Brasil, empresa que administra o hospital, a unidade processou 1.945 sessões de hemodiálise no último período, eliminando a dependência histórica de remoções para a capital.

O suporte intensivo, que antes representava um gargalo logístico crítico, agora opera sob indicadores de excelência técnica. Os dados revelam que 46% dos pacientes admitidos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) necessitaram de suporte renal durante a internação. Essa integração entre a terapia intensiva e a nefrologia garante que casos graves recebam intervenção imediata, sem o desgaste de exaustivas horas de deslocamento em ambulâncias pela BR-364.

Sob a responsabilidade técnica do médico Thiago Matos, o serviço faz parte de uma rede que, entre março e dezembro de 2025, registrou produtividade recorde, com mais de 69 mil exames e milhares de atendimentos realizados. Para o nefrologista, o impacto humano supera os indicadores de volume, especialmente para pacientes crônicos que exigem três sessões semanais de filtragem sanguínea.

"A chegada da clínica de hemodiálise em Guajará-Mirim transformou a rotina desses pacientes. São pessoas em estágio avançado da doença renal que não precisam mais enfrentar o cansaço de viagens longas. Agora, o tratamento é feito onde moram ou muito mais perto de casa, o que preserva a estabilidade clínica e a energia de cada um", expliou o médico.

O relato de Roseli Luciano Barbosa, paciente há três anos, ilustra a dimensão prática da mudança. Antes da abertura do serviço no HRGM, Roseli percorria 500 quilômetros (ida e volta) a cada sessão de diálise. Hoje, o trajeto caiu para 80 quilômetros. "Eu ia para Porto Velho, a 250 km de distância. Ter essa clínica aqui no Hospital dos Militares facilitou demais a minha vida. É uma gratidão muito grande", afirmou.

A eficiência da gestão também se reflete na segurança do paciente. O índice de infecção em ambientes críticos da unidade mantém-se abaixo da média nacional para hospitais desse porte, um dado rigoroso que atesta a qualidade do controle sanitário. O desempenho técnico é validado pela população: a pesquisa de satisfação dos usuários atingiu 94% de aprovação. Com esse avanço, o Hospital Regional de Guajará-Mirim deixa de ser um ponto de passagem para se tornar um centro resolutivo, garantindo soberania em saúde e dignidade para os moradores da região.

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Fonte: Assessoria