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15% das patentes em biotecnologia do Brasil partem das universidades federais do Nordeste
Novo painel do Data Nordeste, plataforma de dados da Sudene, destaca biodiversidade produtiva, produção científica e potenciais produtivos da Região

Por Redação
Publicado Ontem, às 13h

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

As universidades federais do Nordeste respondem por 15% dos pedidos de patentes em biotecnologia no Brasil, segundo painel inédito lançado pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) na plataforma Data Nordeste. O datastory “Bioeconomia no Nordeste: biodiversidade, inovação e desenvolvimento” apresenta um panorama atualizado do avanço da bioeconomia no País e na Região, com mapeamento das cadeias produtivas e identificação de oportunidades estratégicas.

A bioeconomia é um modelo econômico sustentável baseado no uso de recursos renováveis, como plantas, animais, microrganismos e resíduos biológicos, aliados à inovação tecnológica para gerar produtos, energia e soluções de forma eficiente. Esse modelo contribui para a redução da dependência de combustíveis fósseis e para a preservação ambiental.

Nesse contexto, o Nordeste se destaca pela força do seu ecossistema de inovação. As instituições de ensino superior da região têm ampliado sua participação na produção científica e no desenvolvimento tecnológico, com destaque para o registro de patentes em biotecnologia. Liderando o ranking regional, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) soma 167 pedidos de patentes, seguida pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com 156, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), com 120, e Universidade Federal do Ceará (UFC), com 111.

Além do capital científico, a Região reúne uma rica diversidade de biomas e recursos naturais com alto potencial econômico. No Maranhão, por exemplo, o babaçu se destaca como matéria-prima estratégica, o seu óleo e biomassa são utilizados na produção de bioplásticos, cosméticos, fármacos e bioenergia, movimentando cerca de R$ 8,7 milhões, segundo dados do IBGE. Já o Rio Grande do Norte, responsável por 21,5% da produção nacional de camarão, aproveita resíduos como as cascas para extração de quitosana - um biopolímero com aplicações nas áreas médica, agrícola e alimentícia.

Para a geógrafa e coordenadora do Data Nordeste, Ludmilla Calado, a bioeconomia vem se consolidando como eixo estruturante de políticas públicas no Brasil. “O País passa a adotar uma nova visão sobre o uso dos recursos naturais, integrando sustentabilidade e desenvolvimento econômico. A Sudene reconhece esse potencial e tem avançado com iniciativas como a Rede Impacta Bioeconomia, promovendo articulação com a academia e ampliando o debate sobre o tema”, afirma.

A inovação, inclusive, é um dos eixos estratégicos do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE), reforçando o compromisso com o crescimento sustentável da Região. Como parte dessa estratégia, a Sudene investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento. Em 2024, em parceria com a UFPE e a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), foram destinados R$ 553 mil ao projeto Rede Impacta Bioeconomia. A iniciativa atua na Região Integrada de Desenvolvimento Petrolina-Juazeiro e na Mata Atlântica, com foco na valorização de produtos derivados de umbu e de maracujá-da-caatinga, além do mapeamento de cadeias produtivas e da produção de mel.

A plataforma Data Nordeste reúne e disponibiliza dados atualizados sobre a área de atuação da Sudene, com infográficos, boletins e painéis interativos. A ferramenta fortalece a transparência, a acessibilidade e a gestão estratégica de informações sobre a região. 

 Mais informações estão disponíveis em: https://datanordeste.sudene.gov.br/ .

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