VejaRO

VejaRO

Hospital Cemetron constrói história de referência e inicia novo ciclo na saúde pública de Rondônia

Publicado Há 4 h

Foto: Assessoria

Fundado em 14 de novembro de 1989, o Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron) carrega, ao longo de mais de três décadas uma trajetória marcada por desafios, avanços e um compromisso permanente com o cuidado em saúde pública. Referência no tratamento de doenças infectocontagiosas e tropicais, o hospital que está próximo de completar seus 37 anos de funcionamento reafirma seu papel estratégico no Sistema Único de Saúde (SUS) e vive um novo momento de valorização e investimentos, especialmente na gestão atual do governo de Rondônia.

O Cemetron nasceu da necessidade de enfrentar doenças tropicais prevalentes no estado, como: malária, tuberculose, leishmaniose, dengue e HIV/AIDS, que exigiam protocolos específicos e uma assistência especializada. Desde sua inauguração, a unidade passou a integrar a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e, rapidamente se consolidou como referência não apenas para Porto Velho, mas também para municípios do interior de Rondônia, estados vizinhos como Acre e Amazonas, além de pacientes vindos da Bolívia e, recentemente da Venezuela.

RAÍZES DA MISSÃO

A história do hospital também é construída por profissionais que ajudaram a transformar um projeto em realidade. Entre eles está a infectologista Stella Ângela Tarallo Zimmerli, uma das figuras fundamentais para a criação da unidade. Diante das limitações do antigo hospital tropical, sua resposta foi direta e visionária. “Que construam outro hospital.” A liderança e o compromisso desses profissionais resultaram na inauguração do Cemetron, marco definitivo na saúde pública de Rondônia.

Ao longo de 36 anos de existência, a unidade acumulou reconhecimento pelo atendimento especializado e pelo enfrentamento de grandes desafios sanitários que marcaram os séculos XX e XXI, sempre se adaptando às necessidades da população e às transformações da medicina.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, os investimentos fazem parte de uma política pública voltada ao fortalecimento da saúde no estado. “O governo do estado tem trabalhado para transformar estruturas e melhorar serviços essenciais. No Cemetron, os investimentos representam mais segurança, eficiência e respeito à população que depende do atendimento especializado”, evidenciou.

DESAFIOS SUPERADOS

Um dos capítulos mais marcantes dessa trajetória foi o enfrentamento da pandemia da Covid-19. O Cemetron recebeu o primeiro paciente com suspeita da doença em Rondônia e, rapidamente, precisou reorganizar fluxos, adaptar espaços e capacitar profissionais para atuar na linha de frente. No auge da crise sanitária, em 17 de março de 2021, o hospital contava com 48 leitos clínicos, sendo 43 ocupados, além de 18 leitos de UTI com 100% de ocupação. A união entre as equipes foi determinante para salvar vidas. Como resultado desse esforço coletivo em 2022, dois anos após pandemia, 2.208 pacientes receberam alta hospitalar e puderam retornar ao convívio de suas famílias, reforçando o papel essencial da unidade em um dos períodos mais críticos da história recente.

NOVO TEMPO

Embora os avanços tenham ocorrido ao longo dos anos é na atual gestão que o Cemetron vive um dos momentos mais significativos de sua história institucional. O hospital passou por reformas estruturais profundas, ampliações e modernização dos serviços, reflexo de uma visão mais estratégica e humanizada da saúde pública. O objetivo do governo de Rondônia é garantir melhores condições de atendimento aos pacientes do SUS e mais segurança e dignidade aos profissionais.

Sob coordenação da Sesau, as ações incluem:

  • Recuperação estrutural;
  • Ampliação de espaços;
  • Aquisição de equipamentos; e
  • Reorganização dos processos assistenciais, com impacto direto na qualidade do cuidado.

AVANÇOS CONCRETOS

Para quem vivenciou diferentes fases do hospital, as mudanças são evidentes. A enfermeira Iris Land Leonel Lima, há 36 anos na unidade, avalia o momento atual como um divisor de águas. “Enfrentávamos muitas dificuldades estruturais. Houve avanços ao longo dos anos, mas foi nessa gestão que vimos reformas de verdade, ampliações e a implantação da UTI com 10 leitos que garantem mais conforto aos pacientes e melhores condições de trabalho para as equipes”, ressaltou.

A diretora-geral do Cemetron, Evelyn de Sousa Pinheiro, reforça que as melhorias elevaram o padrão assistencial da unidade. “As transformações reforçam o compromisso do governo de Rondônia com a segurança do paciente, o controle de infecções e a valorização dos profissionais, consolidando o hospital como referência em infectologia no estado”, salientou.

VIDAS QUE CONSTROEM A HISTÓRIA

A trajetória do Cemetron também é feita de pessoas. A servidora Maria Helena Pereira dos Santos, com 42 anos de atuação, define o hospital como sua segunda casa. “Aqui eu aprendi, cresci profissionalmente e construí minha vida. Mesmo mudando de função, continuo próxima dos pacientes e sou muito grata a todos que fizeram parte dessa caminhada”, relatou.

Hoje, o Cemetron funciona 24 horas por dia, oferecendo atendimento ambulatorial, emergencial e internações especializadas, com mais de meio milhão de atendimentos realizados ao longo de sua história. Com uma base sólida construída ao longo de décadas e um novo ciclo de investimentos na atual gestão, o hospital segue firme em sua missão de cuidar, acolher e salvar vidas, reafirmando seu papel como um dos pilares da saúde pública em Rondônia.

Gostou do conteúdo que você acessou? Quer saber mais? Faça parte do nosso grupo de notícias!
Para fazer parte acesse o link para entrar no grupo do WhatsApp:

Foto: Assessoria