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Operação Matriarca: Justiça bloqueia R$ 10 milhões em bens de organização criminosa em Rondônia
O Ministério Público já ofereceu denúncia com o agravante de transnacionalidade, devido à conexão direta do grupo com a fronteira internacional

Por Redação
Publicado Hoje, às 10h 21min

Foto: Assessoria

Porto Velho, RO - A Polícia Civil do Estado de Rondônia, por meio da 1ª Delegacia de Repressão a Narcóticos (Denarc), apresentou o conjunto de provas que fundamentou a denúncia contra 19 pessoas envolvidas em um esquema de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

A investigação, batizada de Operação Matriarca, resultou em um bloqueio judicial histórico de bens e ativos financeiros que pode alcançar o montante de R$ 10 milhões, visando asfixiar financeiramente o crime organizado no estado.

O grupo mantinha uma estrutura profissionalizada na região de fronteira, com divisões claras de tarefas que iam desde o fornecimento e transporte dos entorpecentes até a lavagem de dinheiro. Segundo o Denarc, os criminosos utilizavam aplicativos de mensagens para negociar cargas, enviando fotos e vídeos das drogas para compradores, e utilizavam o sistema PIX para agilizar os pagamentos ilícitos. A materialidade dos crimes foi confirmada por laudos toxicológicos e apreensões realizadas ao longo do inquérito.

A operação, deflagrada originalmente em novembro de 2025, expôs o alto padrão de vida dos investigados. Entre os bens sequestrados pela Justiça, estão sete veículos, incluindo uma caminhonete de luxo avaliada em mais de R$ 350 mil.

Para garantir que o patrimônio não fosse dissipado, o Judiciário determinou o bloqueio imediato via sistema Renajud, o congelamento de contas bancárias pelo Sisbajud e a comunicação à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para o bloqueio de aplicações financeiras e imóveis.

O Ministério Público já ofereceu denúncia com o agravante de transnacionalidade, devido à conexão direta do grupo com a fronteira internacional. As investigações da Polícia Civil prosseguem agora com foco no rastreamento de patrimônio oculto e na identificação de eventuais “laranjas” utilizados para mascarar a origem do capital, garantindo a desestruturação total da organização.
 

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Fonte: oobservador

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