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Polícia prende grupo suspeito de invadir conta gov.br e movimentar R$ 3,5 milhões em esquema interestadual
Operação cumpriu prisões em cinco estados e investiga fraude eletrônica que utilizava documentos falsos, contas bancárias e notas fiscais fraudulentas

Publicado Ontem, às 11h
Atualizado Ontem, às 11h

Foto: Reprodução

Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal resultou na prisão de 10 pessoas suspeitas de integrar um esquema de fraudes eletrônicas que teria causado prejuízo de aproximadamente R$ 3,5 milhões a um empresário do Distrito Federal. Segundo as investigações, o grupo criminoso invadiu a conta da plataforma gov.br da vítima e assumiu o controle de uma empresa do ramo de material de construção.

As prisões aconteceram em diferentes regiões do país, incluindo Porto Velho, São Paulo, Foz do Iguaçu, Ceará e Rio Grande do Sul. Conforme apurado pela polícia, a organização atuava de forma estruturada e utilizava técnicas de engenharia social, falsificação de documentos e manipulação de dados para acessar informações pessoais e empresariais.

Após obter o controle da conta digital, os investigados transferiam a titularidade da empresa para pessoas ligadas ao grupo e abriam contas bancárias utilizadas para movimentar os valores obtidos ilegalmente. A investigação aponta ainda que terceiros eram recrutados para fornecer dados pessoais em troca de pagamentos.

Segundo a Polícia Civil, o esquema utilizava ferramentas tecnológicas para dificultar o rastreamento das ações criminosas, como VPNs, e-mails descartáveis e documentos falsificados. Os suspeitos também simulavam operações comerciais por meio da emissão de notas fiscais falsas, dando aparência de legalidade às movimentações financeiras.

Durante a operação, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 3,5 milhões em contas bancárias dos investigados, além do sequestro de imóveis supostamente adquiridos com dinheiro proveniente das fraudes. Entre os bens atingidos pela decisão estão imóveis localizados em Porto Velho e Foz do Iguaçu.

Os investigados poderão responder por crimes como estelionato eletrônico, falsificação de documento público, uso de documento falso, falsa identidade e organização criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 25 anos de prisão.

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Aviso Este site acompanha casos policiais. Todos os conduzidos e/ou envolvidos são tratados como suspeitos e é presumida sua inocência até que se prove o contrário. Recomenda-se ao leitor critério ao analisar as reportagens e emitir algum juízo de valor.