ASSISTA: Carrapato do boi causa bilhões em prejuízo e preocupa pecuaristas em Rondônia
Especialistas alertam que infestação reduz produção, transmite doenças e exige manejo estratégico nas propriedades
Foto: RuralCast
Um dos maiores inimigos silenciosos da pecuária brasileira está presente em praticamente todas as propriedades rurais: o carrapato do boi.
Apesar de pequeno, o impacto desse parasita é gigantesco. Estimativas apontam prejuízos que chegam a bilhões de dólares todos os anos, considerando perdas na produção, custos com tratamento e danos indiretos ao rebanho.
Durante uma análise técnica conduzida pela Mayra Araguaia Pereira Figueiredo e pelo Renato da Silva, especialistas da área veterinária, foi reforçado que o problema vai muito além do que se vê no animal.
Prejuízo direto na produção
O carrapato afeta diretamente a produtividade dos bovinos. Ao se alimentar do sangue do animal, provoca uma série de consequências:
– Redução no ganho de peso
– Queda na produção de leite
– Irritação constante
– Estresse e menor consumo de alimento
Em casos mais graves, o animal pode desenvolver anemia, fraqueza e queda significativa no desempenho produtivo.
“É um prejuízo que muitas vezes o produtor não percebe no dia a dia, mas que, no final, impacta diretamente no lucro”, destacam os especialistas.
Problema invisível está no ambiente
Um dos pontos mais importantes levantados pelos pesquisadores é que o carrapato visível no animal representa apenas uma pequena parte do problema.
Cerca de 95% da população do parasita está no ambiente, principalmente no pasto, onde ele passa grande parte do seu ciclo de vida.
Isso significa que tratar apenas o animal não resolve a infestação.
Clima favorece infestação em Rondônia
O clima quente e úmido da região amazônica, especialmente em Rondônia, favorece a reprodução contínua do carrapato.
Ao longo do ano, o parasita pode completar até cinco gerações, com maior concentração durante o período chuvoso e início da seca.
Controle exige estratégia
Os especialistas reforçam que o controle eficaz depende de planejamento e manejo adequado.
Existem dois tipos principais de abordagem:
– Controle tático (emergencial)
– Controle estratégico (planejado)
Enquanto o primeiro resolve o problema imediato, o segundo garante resultados consistentes a longo prazo.
Conclusão
O carrapato do boi não é apenas um problema sanitário — é um desafio econômico real dentro da pecuária.
E o produtor que não entender isso pode estar perdendo dinheiro todos os dias, sem perceber.
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Fonte: Rolim Notícias