Queimadas em Rondônia entram no centro do debate após secretário apontar impacto na saúde e ação criminosa
Foto: Rural Cast
No RuralCast, o secretário da Sedam afirmou que as queimadas registradas em 2024 não representaram apenas um problema ambiental, mas um ataque direto à saúde pública e à qualidade de vida da população de Rondônia.
As queimadas em Rondônia ganharam novo peso no debate público após declarações feitas no RuralCast pelo secretário de Estado do Desenvolvimento Ambiental, Marco Antônio Ribeiro de Menezes Lagos. Durante a entrevista conduzida por Isaías Sena, o titular da Sedam afirmou que o cenário vivido em 2024 deixou marcas profundas no estado e reforçou a necessidade de responsabilização mais dura contra crimes ambientais ligados ao fogo.
Ao longo da conversa, o secretário explicou que a Sedam tem intensificado campanhas de educação ambiental e combate às queimadas ilegais, mas deixou claro que o problema vai além da conscientização. Segundo ele, o uso do fogo só pode ocorrer dentro de regras específicas, com autorização ambiental e responsabilidade técnica, justamente porque uma queima aparentemente controlada pode se transformar em um incêndio florestal de grandes proporções.
Marco Antônio relembrou que, em agosto de 2024, Rondônia enfrentou um dos períodos mais críticos de qualidade do ar. Na entrevista, ele afirmou que o estado chegou a registrar um índice que classificou o ar como muito acima do limite insalubre, resumindo o episódio como “terrível” e “horrível”. Para o secretário, o fogo não atinge apenas floresta e pastagem: ele compromete diretamente a respiração, a rotina e a saúde da população urbana e rural.
Em uma das falas mais fortes do episódio, o secretário declarou que não quer “nunca mais ter 2024”, referindo-se ao período de fumaça intensa que atingiu Rondônia. Segundo ele, aquele cenário não pode ser tratado como algo normal, porque a poluição causada pelas queimadas representa um ataque à saúde pública. Ele disse ainda que crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios foram diretamente afetados pelo ambiente de fumaça espalhado sobre o estado.
Ao tratar da origem do problema, Marco Antônio fez uma distinção importante. Segundo ele, o quadro mais grave não deve ser atribuído genericamente ao produtor rural. Na entrevista, o secretário afirmou de forma explícita que 75% das queimadas registradas em Rondônia em 2024 ocorreram dentro de unidades de conservação invadidas, atribuindo esse cenário à ação de invasores de terra. Ele citou de forma direta o Parque Estadual Guajará-Mirim como o caso mais emblemático.
Ainda segundo o secretário, o Parque Estadual Guajará-Mirim respondeu sozinho por 18% dos focos de calor do estado, o que, na visão dele, demonstra o peso da ocupação irregular e da ação criminosa sobre áreas protegidas. Ele também mencionou outras unidades, como a Estação Ecológica da Serra dos Três Irmãos, a Estação Ecológica Soldado da Borracha e a Estação Ecológica Samuel, ao descrever o avanço do fogo em áreas estratégicas para a preservação ambiental em Rondônia.
Durante a entrevista, Marco Antônio foi taxativo ao classificar o episódio: “foi criminoso”. Para ele, o volume de queimadas registrado não pode ser lido apenas como descontrole acidental ou imprudência pontual. O secretário defendeu que houve uma ofensiva coordenada em áreas de preservação, o que exigiu resposta do Estado por meio de investigação, inteligência e atuação policial.
O titular da Sedam disse ainda que Rondônia passou a reagir com mais firmeza no enfrentamento aos crimes ambientais. Segundo ele, o estado foi o que mais prendeu pessoas no país por esse tipo de delito, em ações ligadas às queimadas. Ele explicou que parte dessas prisões ocorreu após investigação policial e decisão judicial, e destacou que ainda havia pessoas presas por crimes ambientais relacionados ao fogo no momento da entrevista.
Outro ponto enfatizado foi o impacto coletivo do fogo. Marco Antônio afirmou que, quando alguém coloca fogo em propriedade ou até mesmo no lixo doméstico, não ataca apenas a si próprio, mas a saúde de toda a comunidade. Na avaliação dele, o fogo se transforma em um problema social e sanitário, porque ultrapassa cercas e alcança cidades, famílias e pessoas que não têm qualquer relação com a origem da queimada.
A entrevista também mostrou que o governo tenta equilibrar fiscalização, orientação e responsabilização. O secretário reconheceu que a legislação permite situações específicas de uso do fogo, desde que obedecidas as exigências técnicas e legais. Ao mesmo tempo, deixou claro que não há espaço para leniência diante de queimadas ilegais ou de incêndios provocados com efeito devastador sobre o meio ambiente e a saúde pública.
Assista ao episódio completo:
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Fonte: Assessoria Rural Cast