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Gestão dá início a nomeações de mais de 3 mil aprovados no Concurso Nacional Unificado 2
Com 3.147 vagas autorizadas pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, órgãos federais passam a conduzir as nomeações; medida marca o início da entrada dos primeiros aprovados na segunda edição do maior concurso público do país

Por Redação
Publicado Há 3 h

Foto: Divulgação

O serviço público brasileiro continua avançando para se tornar mais diverso, mais representativo e mais conectado com a realidade do país. Com a autorização do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) para a nomeação de 3.147 candidatas e candidatos aprovados na segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2), por meio da Portaria MGI nº 3.356/2026 , publicada nesta quarta-feira (22/4) no Diário Oficial da União, o Governo do Brasil inicia uma nova etapa que marca a chegada de servidoras e servidores vindos de todas as regiões do país.

Selecionadas em um processo que mobilizou pessoas de milhares de cidades em todos os estados, essas novas servidoras e servidores representam a diversidade da sociedade brasileira e passam a integrar a Administração Pública Federal com a missão de fortalecer políticas públicas e ampliar a presença do Estado na vida da população.

Com a publicação da portaria de autorização pelo MGI, inicia-se agora uma nova etapa do processo: a responsabilidade pelas nomeações passa a ser de cada órgão e entidade contemplados, que deverão conduzir seus próprios procedimentos de convocação, nomeação e posse. Cada instituição será responsável por verificar a existência de vagas disponíveis e publicar os atos necessários à nomeação. O MGI realizará as nomeações exclusivamente para os cargos de seu próprio quadro, cabendo aos demais órgãos dar andamento às convocações conforme seus cronogramas e necessidades administrativas.

Distribuição por órgão
As autorizações de nomeação abrangem os nove blocos temáticos do CPNU 2. As vagas autorizadas estão distribuídas entre diferentes órgãos e entidades, com destaque para o Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), que concentra 1.250 cargos. Embora esse quantitativo esteja formalmente vinculado ao MGI, trata-se, em grande parte, de carreiras transversais, cujos profissionais não se restringem à atuação em um único ministério. Esses servidores poderão ser alocados em diversos órgãos e entidades da Administração Pública Federal, de acordo com as necessidades do Estado.

No caso dos Analistas Técnico-Administrativos (ATA), as mil vagas autorizadas decorrem da primeira autorização do cadastro reserva considerando o planejamento das vagas para os órgãos da administração pública e a disponibilidade orçamentária, fortalecendo o quadro de pessoal de diversos órgãos. Esses profissionais ingressam na carreira de Analista Técnico do Poder Executivo (ATE), criada pela Lei 15.367, estruturada para possibilitar atuação transversal em diferentes órgãos da Administração Pública Federal, conforme as necessidades do Estado, além de promover maior equilíbrio na estrutura remuneratória.

Embora vinculadas ao MGI, essas vagas não se restringem ao ministério, já que os servidores deverão ser distribuídos entre cerca de 36 órgãos federais. Somam-se a esse quantitativo outras 250 vagas para o cargo de Analista Técnico de Desenvolvimento Socioeconômico, previstas como vagas imediatas no edital.

As vagas autorizadas estão distribuídas para os seguintes órgãos e entidades:

  • MGI: 1.250 cargos
  • INSS: 300 cargos
  • INCA: 78 cargos
  • INC: 75 cargos
  • INTO: 94 cargos
  • IEC: 28 cargos
  • CENP: 25 cargos
  • Marinha: 140 cargos
  • Exército: 131 cargos
  • Aeronáutica: 90 cargos
  • Hospital das Forças Armadas: 127 cargos
  • ANM: 80 cargos
  • ANAC: 70 cargos
  • ANATEL: 50 cargos
  • ANTT: 50 cargos
  • ANTAQ: 30 cargos
  • ANS: 20 cargos
  • ANP: 16 cargos
  • ANVISA: 14 cargos
  • ANCINE: 10 cargos
  • IPHAN: 60 cargos
  • FUNARTE: 28 cargos
  • IBRAM: 28 cargos
  • Fundaj: 20 cargos
  • FBN: 14 cargos
  • Palmares: 10 cargos
  • MDA: 64 cargos
  • FUNDACENTRO: 65 cargos
  • ITI: 50 cargos
  • MPA: 32 cargos
  • MF: 30 cargos
  • MCID: 15 cargos
  • MIDR: 10 cargos
  • MTUR: 8 cargos

Um concurso com a cara do Brasil
O CPNU 2 consolidou um novo modelo de acesso ao serviço público, com alcance nacional e maior democratização das oportunidades. Ao todo, foram registradas 761.545 inscrições, com a participação de pessoas candidatas de 4.951 cidades. As provas foram aplicadas em 228 municípios, envolvendo 32 órgãos participantes.

O perfil das pessoas aprovadas mostra o caráter inclusivo do concurso e aponta para uma transformação na composição do serviço público federal.

48,4% das pessoas aprovadas são mulheres

40,5% são pessoas negras, indígenas, quilombolas ou com deficiência

As pessoas aprovadas são provenientes 578 cidades brasileiras em todos os estados mais o Distrito Federal, com destaque para o aumento da participação de regiões historicamente sub-representadas, como o Nordeste.

Recomposição da capacidade do Estado
A realização do CPNU e a autorização das nomeações fazem parte de um movimento mais amplo de fortalecimento do Estado brasileiro. Desde 2023, o Governo Federal implementou mais de 50 medidas voltadas à modernização da gestão pública, incluindo a reorganização e unificação de carreiras, transformação de estruturas administrativas, extinção de cargos obsoletos e a ampliação de carreiras transversais.

Esse processo responde a um cenário de redução de quadros nos anos anteriores e à expectativa de mais de 70 mil aposentadorias no serviço público federal até 2030, destacando a necessidade de recomposição da força de trabalho. A autorização para a  entrada de novas servidoras e servidores representa não apenas a recomposição de quadros, mas a consolidação de um modelo mais moderno, acessível e alinhado à realidade do país.

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