VejaRO

VejaRO

Fies será incluído nas medidas para reduzir o endividamento das famílias, afirma Lula
'Vai ter coisa boa. Nós estamos pensando em vários setores', afirmou o presidente, nesta terça-feira (14), sobre as medidas que serão apresentadas para combater o endividamento no País.

Por Redação
Publicado Há 4 h
Atualizado Há 4 h

Foto: © Paulo Pinto/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (14/4), em entrevista no Palácio do Planalto aos jornalistas Leonardo Attuch (Brasil 247), Kiko Nogueira (DCM) e Renato Rovai (Revista Fórum), que o Governo do Brasil incluirá as dívidas relativas ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) entre as medidas que serão apresentadas para combater o endividamento no País.

Lula disse que ainda não pode adiantar o que tem sido discutido, mas assegurou que será uma resposta sólida. “Vai ter coisa boa. Nós estamos pensando em vários setores. É um trabalho meticuloso. Exige muita seriedade. Estou envolvendo todas as pessoas que têm alguma coisa a ver com isso para que, quando a gente anunciar, possa ter um efeito no bolso das pessoas. A gente não tinha discutido o FIES na primeira reunião, mas outra vez o pessoal do FIES está devendo. Então, a gente vai ter que colocar também como é que a gente vai aliviar a conta do cara que fez um crédito para estudar e que está com dificuldade de pagar”, avisou Lula.

COMBUSTÍVEIS – Indagado sobre a questão dos combustíveis e os efeitos da guerra do Irã no Brasil, o presidente voltou a criticar a venda da BR Distribuidora pelo governo anterior e afirmou que a medida, que considera equivocada, afeta as decisões tomadas pelo Governo do Brasil para evitar que o conflito no Oriente Médio tenha impactos severos sobre os preços no Brasil.

“Nós isentamos PIS e Cofins dos impostos do óleo diesel. Nós fizemos um acordo com os governos dos estados e estamos dando uma subvenção: eles abrem mão de uma parte dos ICMS e nós estamos dando subvenção de outra parte. Tudo para não permitir que o preço do combustível, da guerra do Irã, chegue ao preço do feijão, ao preço da salada, ao preço do pão, e, muito menos, ao tanque de um caminhoneiro autônomo. Se a gente tivesse a BR na nossa mão, o não aumento de preço seria controlado por nós. Na privatização da BR, está descrito que se a gente quiser readquiri-la, só a partir de 2029”, explicou Lula.

FÉ NO BRASIL – Ao analisar o momento da economia brasileira e as perspectivas do País para os próximos anos, Lula mostrou otimismo. Para ele, o País reúne todas as condições para assegurar um lugar entre as maiores potências econômicas do planeta. “O Brasil pode estar entre as quatro ou cinco economias do mundo”, afirmou.

“Se nós soubermos aproveitar o potencial de minerais críticos e de terras raras que nós temos e se nós soubermos aproveitar o potencial da transição energética que o mundo precisa, não há porquê o Brasil não dar um salto de qualidade. Além dessa possibilidade das terras raras, dos minérios críticos e da revolução energética, nós estamos nesse instante virando verdadeiramente o celeiro do mundo. O Brasil tem um potencial exuberante”, continuou o presidente.

No início de março, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro atingiu R$ 12,7 trilhões no ano passado, com a agropecuária como o principal motor do PIB nacional. A expansão de 2,3% da economia brasileira em 2025 posiciona o Brasil na sexta posição do ranking de crescimento do G20, grupo das maiores economias do mundo. A lista é liderada pela Índia, que apresentou um salto de 7,5% na comparação com 2024. O Brasil aparece imediatamente à frente dos Estados Unidos, maior potência econômica do mundo, que teve crescimento de 2,2%.

Gostou do conteúdo que você acessou? Quer saber mais? Faça parte do nosso grupo de notícias!
Para fazer parte acesse o link para entrar no grupo do WhatsApp: