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Vereador alerta para possível risco à saúde em sala de raio-X do Hospital de Cacoal
Fiscalização levanta dúvidas sobre blindagem, estrutura técnica e regularidade do funcionamento no Hospital Municipal

Por Redacao
Publicado Ontem, às 22h
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A sala de raio-X do Hospital de Cacoal entrou no centro do debate público após declaração do vereador Amarilson Carvalho (PL), que apontou possíveis riscos à saúde de pacientes e servidores durante fiscalização realizada na unidade. Segundo o parlamentar, há dúvidas sobre a estrutura da sala, a existência de proteção adequada contra radiação e a regularidade do funcionamento do espaço.

De acordo com a fala do vereador, servidores do hospital procuraram o gabinete para relatar preocupação com a própria segurança e também com a segurança dos pacientes. Durante a vistoria, Amarilson afirmou que a sala de raio-X seria feita de gesso e questionou se o local recebeu o tratamento técnico necessário.

“Servidores estão preocupados com a saúde própria e dos pacientes. A sala de raio-X é toda de gesso, e a gente precisa saber se tem a proteção adequada”, afirmou.

O vereador ressaltou que exames de raio-X exigem cuidados rigorosos, como cabine apropriada para o operador, proteção específica e estrutura preparada para limitar ao máximo a exposição.

“O raio-X é prejudicial à saúde quando há exposição. Precisa de colete de chumbo, de cabine própria e de um ambiente preparado para evitar risco”, destacou.

Segundo Amarilson Carvalho, após a visita ao Hospital de Cacoal, foi solicitado formalmente o envio dos alvarás e documentos de autorização relacionados ao funcionamento da sala de raio-X. No entanto, até o momento de sua fala, a documentação ainda não havia sido apresentada.

“Eu pedi os alvarás de autorização das agências reguladoras. Se tivesse, provavelmente já teriam apresentado”, declarou.

Ao comentar o caso, o parlamentar comparou a situação com as exigências feitas à iniciativa privada. Segundo ele, qualquer empresa que opere um serviço dessa natureza precisa cumprir rigorosamente as normas antes de funcionar.

“Se fosse uma empresa privada, teria quatro ou cinco alvarás expostos. O ente público também precisa estar regularizado”, afirmou.

Amarilson lembrou que a inauguração foi adiada diversas vezes antes de ocorrer em março e sugeriu que a antecipação pode ter comprometido etapas importantes.

“Quem faz com pressa… às vezes faz errado. É preciso planejamento para não expor ninguém a risco”, disse.

“Não é questão de ser base ou oposição. Eu tenho obrigação de fiscalizar e chamar atenção para que o problema seja resolvido”, pontuou.

O parlamentar ainda indicou que poderá ampliar a cobrança caso não haja resposta da gestão municipal.

“Se não resolverem, eu vou fazer a minha obrigação e tornar isso público”, afirmou.

O episódio coloca o Hospital de Cacoal no centro de uma discussão sensível: a necessidade de garantir que toda estrutura hospitalar funcione com segurança técnica, respaldo legal e proteção efetiva à população. Em áreas como radiologia, qualquer falha estrutural ou ausência de regularização não pode ser tratada como detalhe administrativo, mas como questão de saúde pública.

Agora, a expectativa é pela apresentação dos documentos, laudos e explicações que comprovem a regularidade da sala de raio-X e tranquilizem profissionais e pacientes sobre as condições de funcionamento do serviço no Hospital de Cacoal.

Diante da gravidade das informações apresentadas, cresce a expectativa por uma atuação imediata dos órgãos competentes, como Vigilância Sanitária, Conselho Regional de Medicina, órgãos de controle e demais agências reguladoras responsáveis pela fiscalização de unidades hospitalares.

A população de Cacoal aguarda esclarecimentos técnicos, inspeções rigorosas e, principalmente, garantias de que o Hospital Municipal está operando dentro de todas as normas de segurança exigidas.

Em situações que envolvem possível exposição à radiação e riscos à saúde, a atuação preventiva e transparente das autoridades não é apenas necessária — é urgente.