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Ministério Público reforça combate à violência contra a mulher em Rondônia
Em entrevista ao podcast Fatos Reais com Jabá Moreira, Dra. Karine Stellato explica o ciclo da violência, o papel da Justiça e caminhos para prevenção.

Por redação
Publicado Há 1 h
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A Promotora de Justiça Dra. Karine Ribeiro Castro Stellato, do Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), participou do podcast Fatos Reais com Jabá Moreira e trouxe um alerta importante sobre a violência contra a mulher e os desafios enfrentados no combate ao feminicídio no estado.

Atuando na 6ª Promotoria de Justiça de Cacoal, a promotora compartilhou experiências práticas do sistema de justiça e destacou que a violência doméstica é um fenômeno complexo, que muitas vezes começa de forma silenciosa e evolui de maneira gradual.

Segundo ela, nem sempre a violência se manifesta inicialmente de forma física. Em muitos casos, começa com controle emocional, isolamento, dependência financeira e manipulação psicológica, o que dificulta a identificação por parte das vítimas.

Durante a entrevista, Dra. Karine destacou que Rondônia já registrou índices preocupantes relacionados ao feminicídio, reforçando a necessidade de ações preventivas e campanhas educativas permanentes. Para ela, o enfrentamento desse tipo de crime exige atuação conjunta do poder público e da sociedade.

A promotora também explicou como funcionam as medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha e ressaltou o papel da rede de proteção, que envolve Ministério Público, Polícia Militar, Delegacia da Mulher, assistência social e sistema de saúde.

Outro ponto abordado foi a dificuldade enfrentada por muitas mulheres para romper ciclos de violência, especialmente quando existe dependência emocional ou econômica do agressor. Segundo a promotora, esse contexto exige acolhimento, suporte psicológico e políticas públicas efetivas.

Ela destacou ainda que a violência doméstica atinge todas as classes sociais, independentemente de renda, profissão ou nível de escolaridade, sendo um problema estrutural que precisa ser enfrentado com informação e conscientização.

Ao final da entrevista, Dra. Karine reforçou a importância da participação da sociedade no combate à violência contra a mulher, incentivando a denúncia e a divulgação de campanhas educativas. Para ela, o envolvimento de escolas, igrejas, famílias e lideranças comunitárias é essencial para quebrar o ciclo da violência.