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Projeto de lei vira estopim e redes mostram que pressão ainda incomoda gestores

Por Redação
Publicado Há 4 h
Atualizado Há 1 h
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O que era para ser apenas mais um vídeo sobre um projeto de lei virou um verdadeiro teste de resistência política nas redes sociais.

A publicação do vereador Thiago Hulk, que apresentou a proposta, colocou o tema em debate — mas o que realmente chamou atenção foi o efeito colateral: a reação em cadeia nos comentários.

E aí a internet fez o que sabe fazer melhor.

Print, repercussão e aquele clássico: política ao vivo, sem edição.

O foco inicial era o projeto de lei.
A proposta levantou discussão, gerou curiosidade e, como era esperado, dividiu opiniões.

Até aí, normal.

O que ninguém esperava era que o debate saísse do campo técnico e entrasse no modo “comentários ativados”.

Foi nesse momento que o prefeito Aldo Júlio apareceu na discussão, classificando a proposta como populista — e pronto, a faísca virou fogo.

Chamar projeto de lei de populista em rede social é tipo jogar gasolina no algoritmo.

Manual básico da internet (que ninguém segue)

Quanto mais você responde, mais o assunto cresce.

Mas a política brasileira ainda parece estar na fase beta desse manual.

A entrada direta do prefeito no debate deu aquele empurrão que faltava para o vídeo sair da bolha e ganhar alcance.

E ganhou.

A tentativa de esfriar… que esquentou mais

No meio da repercussão, surgiu uma resposta mais técnica atribuída à secretária de Saúde, Geiciane Louback, tentando colocar ordem no caos digital.

Competência do município, responsabilidade do Estado, fluxos administrativos, protocolos…

O problema é que a internet não funciona em modo burocrático.

E quanto mais técnico o comentário, mais o público traduz para o idioma universal das redes: meme.

No fim das contas, quem mais ganhou visibilidade foi justamente o projeto de lei que deu origem a tudo.

O vídeo rodou mais, o assunto se espalhou e o nome da proposta passou a circular em grupos, stories e comentários.

Ou seja: o que era apenas um vídeo virou vitrine.

E, ironicamente, com ajuda involuntária dos próprios críticos.

O episódio mostra uma verdade simples:
a política já não acontece só em plenário.

Quando gestores entram na arena digital, entram sem escudo.

A repercussão também escancara um ponto delicado da política moderna: a dificuldade de separar crítica pública de ataque pessoal.

Na lógica da internet, questionamento faz parte do pacote.

Mas ainda tem gestor que encara comentário como provocação — e responde como se estivesse em reunião fechada.

Spoiler: rede social não é sala com ar-condicionado.

No final, a situação deixa uma reflexão quase didática.

Projetos de lei podem até nascer no papel,
mas hoje eles crescem mesmo é no algoritmo.

E cada reação pública vira combustível.

Às vezes, quem mais impulsiona uma pauta não é quem cria…
é quem tenta rebater.

O caso envolvendo Thiago Hulk, Aldo Júlio e Geiciane Louback mostra que a política entrou de vez na era do comentário aberto.

Ali, não existe bastidor.
Só print.

E uma regra básica continua valendo:
na internet, toda resposta vira conteúdo.

Principalmente quando o assunto é projeto de lei —
e o orgulho entra na conversa.

No fim, fica a lição que a própria rede ensina todos os dias:
às vezes, governar exige mais silêncio do que teclado.

O vereador Thiago Hulk apresentou um anteprojeto de lei que propõe uma alternativa para casos em que faltem medicamentos na farmácia municipal. A ideia é permitir que, quando o remédio do SUS não estiver disponível na rede pública, o paciente possa retirá-lo gratuitamente em farmácias conveniadas do município.

Segundo o parlamentar, a proposta busca evitar que pacientes fiquem sem tratamento mesmo com receita médica em mãos, garantindo continuidade no acesso aos medicamentos.

O anteprojeto depende agora de análise do Executivo e eventual sanção para se tornar lei.

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