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Operação da PF contra crimes na internet atinge Rolim de Moura (RO) e outros 16 estados
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (17), a Operação Guardião Digital em 17 unidades da Federação, incluindo Rolim de Moura (RO), com o objetivo de combater crimes cibernéticos relacionados ao abuso sexual de crianças e adolescentes.
Ao todo, foram expedidos 35 mandados de busca e apreensão em todo o país. Em Rondônia, um dos mandados foi cumprido no município de Rolim de Moura, reforçando o alerta de que crimes dessa natureza também atingem cidades do interior.
A operação tem como foco identificar e responsabilizar criminosos que atuam principalmente na internet, armazenando, compartilhando, produzindo ou comercializando conteúdos ilegais envolvendo menores.
Segundo a Polícia Federal, a ação integra um esforço contínuo de combate a esse tipo de crime, considerado uma das mais graves violações à dignidade de crianças e adolescentes.
Nova lei reforça combate
A ofensiva ocorre no mesmo dia em que entrou em vigor a Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital. A nova legislação cria mecanismos mais rígidos de proteção no ambiente virtual.
Entre as medidas previstas está a criação do Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente, que funcionará no âmbito da Polícia Federal, com a missão de receber comunicações de provedores de internet sobre conteúdos ilegais.
Mandados em todo o Brasil
Além de Rondônia, a operação foi realizada nos seguintes estados:
AP – 2
AM – 1
BA – 2
DF – 1
ES – 4
GO – 2
MG – 3
MS – 1
MT – 1
PA – 1
PB – 1
PR – 2
PE – 1
PI – 2
RJ – 4
RN – 1
RS – 2
SP – 4
Alerta aos pais e responsáveis
A Polícia Federal reforça a importância da prevenção e do acompanhamento do uso da internet por crianças e adolescentes.
O diálogo aberto dentro de casa e a orientação para que os jovens comuniquem situações suspeitas são fundamentais para evitar esse tipo de crime.
Especialistas também destacam que o termo mais adequado para esse tipo de crime é “abuso sexual de crianças e adolescentes”, pois expressa melhor a gravidade das violações.
Fonte: PF/RO