ESTAMOS AO VIVO
IR 2026: saiba como abater 6% do imposto devido com doações diretas na declaração
Contribuintes podem abater valor do imposto devido ou aumentar a restituição ao direcionar recursos para fundos de proteção
O período de prestação de contas com o Leão em 2026 traz novamente uma oportunidade para que o cidadão decida onde aplicar parte de seus impostos.
Através do programa da Receita Federal, é possível destinar até 6% do imposto devido para fundos sociais, garantindo que o dinheiro beneficie diretamente entidades de assistência sem que o contribuinte precise tirar um centavo a mais do próprio bolso.
A medida surge em um cenário de arrecadação robusta — que atingiu R$ 222,1 bilhões em fevereiro — e visa fortalecer projetos de acolhimento e educação que, muitas vezes, dependem exclusivamente desses repasses para operar.
Quem pode participar e quais os limites
A regra de ouro para quem deseja ajudar é a escolha do modelo de tributação. A destinação de recursos é permitida apenas para os contribuintes que optam pela declaração completa (por deduções legais).
Quem escolhe o modelo simplificado, com o desconto padrão de 20%, não pode usufruir desse mecanismo.
O limite estabelecido pela legislação é de 6% do imposto devido. O contribuinte tem a liberdade de dividir esse percentual igualmente: 3% para fundos voltados à criança e ao adolescente e outros 3% para fundos de amparo à pessoa idosa.
É importante reforçar que o valor destinado não é uma despesa extra; é uma parcela do imposto que já seria paga ao governo e que, por escolha do cidadão, é redirecionada para uma causa específica.
Como preencher a doação
O processo de redirecionamento é simples e ocorre nas etapas finais do preenchimento da declaração. No menu lateral do programa da Receita, basta acessar a aba intitulada “Doações Diretamente na Declaração”.
Nesta seção, o contribuinte deve selecionar o tipo de fundo desejado e escolher a esfera de atuação, que pode ser nacional, estadual ou municipal. O próprio sistema calcula automaticamente o valor máximo disponível para a doação com base nos rendimentos e deduções informados.
Para concretizar o repasse, o declarante precisa emitir e pagar um DARF específico para a doação até o prazo final da entrega do Imposto de Renda. O acerto de contas ocorre de duas formas:
- Se houver imposto a pagar, o valor da doação é subtraído do total devedor.
- Se houver imposto a restituir, o montante doado é somado ao valor da restituição e devolvido ao contribuinte com a devida correção pela taxa Selic.
Impacto real e segurança jurídica
Apesar de ser um procedimento seguro e previsto em lei, muitos brasileiros ainda deixam de utilizar o benefício por desconhecimento ou receio de cair na malha fina. No entanto, a Receita Federal garante que a destinação não aumenta os riscos de retenção, desde que os valores informados estejam corretos.
Os recursos são fundamentais para a manutenção de centros de acolhimento, tratamentos médicos especializados e iniciativas educativas em todo o país.
Ao optar pela destinação, o contribuinte deixa de ser um pagador passivo de impostos e passa a atuar como um fiscal direto, escolhendo projetos sociais que impactam positivamente a sua própria comunidade ou o país.
Fonte: Jornal Contábil