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Pescador esportivo encerra 2025 com batalha épica: pirarara de mais de 50 kg é fisgada no rio Madeira, em Porto Velho
Último dia do ano vira cenário de confronto histórico entre homem e peixe na Amazônia

Por Redação
Publicado Ontem, às 08h
Atualizado Ontem, às 08h
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No último dia de 2025, enquanto muitos se preparavam para brindar a virada do ano, o pescador esportivo João Cordeiro travava uma batalha inesquecível nas águas do rio Madeira. Após minutos intensos de luta contra um dos gigantes da fauna amazônica, ele conseguiu fisgar uma pirarara com mais de 50 quilos — o maior peixe de sua vida.

A captura, ocorrida às margens de Porto Velho, marcou não apenas o fechamento simbólico de um ciclo, mas também o ápice de cinco anos dedicados à pesca esportiva. “Não tem como fechar melhor o ano do que dessa forma. Acabaram as forças; brigamos demais”, confessou Cordeiro, ainda ofegante ao relembrar o embate.

A pirarara (Phractocephalus hemioliopterus) é uma das espécies mais cobiçadas — e respeitadas — pelos adeptos da pesca esportiva na região Norte. Com corpo robusto, nadadeiras alaranjadas e força descomunal, trata-se de um dos maiores peixes de couro da Amazônia. Embora comum em rios como o Madeira, especialmente em Rondônia, exemplares acima dos 50 kg são raros e exigem técnica, paciência e resistência física extrema para serem dominados.

Para Cordeiro, que começou a praticar a modalidade em 2020, a experiência superou todas as expectativas. “Sem dúvida nenhuma, a maior pirarara que já peguei na vida. Uma batalha absurda, daquelas que têm de tudo: corrida insana, força bruta, estratégia, braço queimando e o coração no limite”, escreveu ele em suas redes sociais, onde compartilhou trechos da jornada.

A luta foi tão intensa que, após conseguir trazer o peixe à margem, o pescador ficou sem energia sequer para filmar a soltura — prática essencial na pesca esportiva, que prioriza a conservação das espécies por meio da devolução ao habitat natural. “Foi pura adrenalina, medo e satisfação misturados. Quando vi o tamanho dela, senti que estava diante de algo único”, contou.

Especialistas destacam que episódios como esse reforçam o papel da pesca esportiva consciente na valorização da biodiversidade amazônica. A captura e soltura de grandes espécimes, quando feita com ética e equipamentos adequados, ajuda a monitorar populações nativas e promove o turismo sustentável na região.

Para João Cordeiro, porém, o significado vai além dos números.“Foi o tipo de encontro raro que transforma uma pescaria comum em memória de vida inteira”, afirmou. Enquanto 2026 começa, ele já planeja novas expedições — mas sabe que será difícil superar a despedida de 2025: um duelo entre homem e natureza, encerrado com respeito, exaustão… e uma pirarara gigante voltando às águas do Madeira.

Foto Acervo / Instagram