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Padrasto estuprava enteada desde os 9 anos e mãe agredia a filha para silenciá-la
O caso veio à tona depois que professoras encontraram a menina em desespero no banheiro da escola.

Publicado Hoje, às 09h 10min
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Foto: Arquivo

Uma adolescente de 12 anos foi o centro de uma investigação que culminou na prisão do padrasto e da própria mãe, na tarde desse sábado (8), em Grão Pará, no Sul de Santa Catarina. A Polícia Civil cumpriu mandados de prisão preventiva contra os dois: ele, indiciado por estupro de vulnerável de forma reiterada; ela, presa por omissão e conivência com os abusos.

Conforme a Delegacia de Polícia de Grão Pará, responsável pela investigação, os crimes cometidos pelo padrasto remontam a quando a vítima tinha apenas 9 anos. Ao longo de três anos, segundo apurado, o homem praticou atos libidinosos e conjunção carnal de forma sistemática contra a menina. O episódio mais recente ocorreu em 3 de março de 2026, quando ele teria trancado a residência e escondido as chaves para impedir a saída da adolescente.

O caso veio à tona depois que professoras encontraram a menina em desespero no banheiro da escola. Ela chorava e disse que não queria voltar para casa. A partir desse relato, a investigação foi deflagrada. O laudo da Polícia Científica constatou ruptura himenal antiga, o que corrobora a narrativa de violência sexual sistemática ao longo dos anos.

A apuração também revelou que o histórico de abusos não era desconhecido. Em Chapecó, cidade onde a família residia anteriormente, já haviam sido registrados dois boletins de ocorrência sobre os mesmos fatos. Em ambas as ocasiões, nada foi efetivado porque a família abandonou a cidade.

Segundo a investigação, a genitora tinha ciência dos abusos, mas os tratava como mentira. Ela chegou a agredir fisicamente a própria filha como punição por relatar as violências.

As prisões preventivas foram representadas pela autoridade policial diante da gravidade dos fatos e do risco concreto à integridade da menor. O Ministério Público emitiu parecer favorável e o Poder Judiciário decretou as prisões. A operação de cumprimento dos mandados contou com o apoio da Polícia Militar. O agente Adriano Heidemann, da Delegacia de Polícia Municipal de Grão Pará, teve atuação destacada na colheita de provas e na elucidação dos fatos. A investigação foi conduzida sob responsabilidade da delegada Jucinês Dilcinéia Ferreira.

Após os procedimentos legais, os dois presos serão encaminhados ao sistema prisional, onde ficarão à disposição da Justiça. O caso segue em andamento.

Fonte: reportermt