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Campanha Março Azul reforça prevenção e diagnóstico precoce do câncer de intestino em Rondônia

Publicado Há 3 h
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Com foco na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer colorretal, o governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), intensifica durante o mês de março as ações da campanha Março Azul, voltadas à conscientização da população sobre o câncer de intestino. O objetivo é orientar sobre fatores de risco, sinais de alerta e a importância da realização de exames preventivos.

De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) para o triênio 2023–2025, o câncer de cólon e reto ocupa a terceira posição entre os tipos mais incidentes em Rondônia, com prognóstico de aproximadamente 210 novos casos no período. O cenário reforça a importância do acesso à informação, da adoção de hábitos saudáveis e da realização de exames para a detecção precoce da doença, que aumenta significativamente as chances de tratamento e cura.

Durante todo o mês de março, a Sesau faz o alerta para que a população adote hábitos de vida saudáveis,  o secretário de Estado da Saúde, Jeferson Rocha, destacou que campanhas como o Março Azul são fundamentais para fortalecer a prevenção e incentivar a população a procurar atendimento médico, “Nosso compromisso é levar informação e ampliar o acesso da população aos serviços de saúde. A detecção precoce salva vidas e, por isso, o Governo de Rondônia investe continuamente na estrutura da rede pública, garantindo exames, consultas e tratamentos necessários para a população”, enfatizou.

De acordo com o proctologista Rodrigo Bastos, cirurgião do intestino, reto e ânus, que realiza atendimentos pela Policlínica Oswaldo Cruz e no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, o câncer colorretal é considerado um dos mais perigosos justamente por iniciar de forma silenciosa. “O câncer de intestino geralmente não apresenta sintomas no início. Por isso, muitas pessoas só descobrem a doença em estágios mais avançados. Hoje, ele é o segundo tipo de câncer que mais mata no mundo, ficando atrás apenas do câncer de pulmão, e os casos têm aumentado no Brasil ano após ano, inclusive entre pessoas mais jovens”.

SINTOMAS E SINAIS DE ALERTA

Mesmo sendo uma doença que pode evoluir silenciosamente, alguns sinais podem indicar alterações intestinais que merecem investigação médica. Entre os sintomas iniciais estão diarreia ou constipação frequente, fezes mais finas, perda de peso sem explicação, fraqueza e presença de sangue nas fezes. Segundo Rodrigo Bastos, qualquer alteração intestinal deve ser avaliada por um profissional de saúde. “O sangramento nas fezes nunca é normal. Quando isso acontece, a pessoa deve procurar atendimento médico o quanto antes, de preferência com um proctologista. Mesmo quando não se trata de câncer, investigar os sintomas ajuda a melhorar a qualidade de vida e identificar outros problemas de saúde”, ressaltou.

HÁBITOS DE VIDA

Diversos fatores estão associados ao desenvolvimento do câncer colorretal, principalmente relacionados ao estilo de vida. Entre eles estão obesidade, sedentarismo, consumo frequente de alimentos ultraprocessados e defumados, ingestão de álcool, tabagismo e dieta pobre em fibras. Outro fator importante é o histórico familiar. Pessoas que possuem parentes próximos diagnosticados com câncer de intestino devem buscar orientação médica ainda mais cedo, “A história familiar tem relação direta com esse tipo de câncer. Filhos de pacientes diagnosticados devem procurar acompanhamento médico até mesmo na adolescência para receber orientações e realizar acompanhamento adequado”, explicou o especialista.

EXAMES E PREVENÇÃO

A colonoscopia é considerada o exame mais eficaz para detectar precocemente o câncer colorretal. A recomendação médica é que o exame seja realizado por todas as pessoas a partir dos 45 anos, mesmo sem sintomas. Além da colonoscopia, exames laboratoriais também podem auxiliar na investigação, como exames de sangue e o teste de sangue oculto nas fezes.

Em Rondônia, esses exames são disponibilizados pelo sistema público de saúde. O atendimento inicia nas unidades básicas, onde o paciente passa por avaliação médica e, se necessário, é encaminhado para exames ou consultas especializadas nas unidades estaduais, “O Estado dispõe desses exames em unidades próprias, como o Hospital de Base, Laboratório Estadual de Patologia e Análises Clínicas de Rondônia (Lepac) e Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), além da rede conveniada. O primeiro passo é procurar a unidade básica de saúde, onde o paciente será avaliado e, se necessário, regulado para atendimento especializado”, explicou Rodrigo Bastos.

QUEBRANDO TABUS

Mesmo com os avanços da medicina, o câncer colorretal ainda enfrenta um grande desafio: o tabu relacionado aos exames que envolvem partes íntimas do corpo. Para o médico, a informação e a conscientização são essenciais para mudar essa realidade. “Ainda existe um certo preconceito ou vergonha em relação aos exames, mas isso precisa ser superado. O câncer colorretal tem evolução rápida e a melhor forma de evitar complicações é a prevenção. Quando os sintomas aparecem de forma mais evidente, muitas vezes a doença já está avançada”, alertou. Apesar disso, quando diagnosticado precocemente, o câncer de intestino possui diversas possibilidades de tratamento, incluindo quimioterapia, radioterapia, procedimentos por colonoscopia, cirurgias abertas e até cirurgias robóticas.