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Engenharia cobra mais espaço nas decisões públicas e defende protagonismo técnico em Rondônia
Em entrevista conduzida por Edison Rígoli no PodRondônia Podcast Engenharia, Geraldo Sena Neto afirma que a categoria precisa ocupar mais espaço político e institucional para influenciar o futuro do estado

Por Redação
Publicado Há 1 h
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Foto: PodRondônia

O papel da engenharia nas decisões públicas foi um dos temas centrais do episódio do PodRondônia Podcast Engenharia que recebeu Geraldo Sena Neto, engenheiro civil com atuação na perícia, no sistema profissional e em funções institucionais ligadas à categoria. A entrevista foi conduzida por Edison Rígoli, presidente do CREA e engenheiro industrial mecânico, e trouxe uma reflexão sobre a baixa presença da engenharia nos espaços de poder e o impacto disso sobre temas estratégicos para Rondônia.

Ao relembrar sua própria trajetória, Geraldo explica que não ingressou nesse campo por um plano inicial de carreira política, mas acabou sendo puxado para a representação institucional a partir da vivência no sindicalismo e no movimento profissional. Na conversa, ele relata que passou pelo Sindicato dos Engenheiros, pela representação dos peritos e depois pelo CREA, consolidando uma atuação voltada à defesa da engenharia dentro e fora da atividade técnica tradicional.

O episódio mostra que essa presença institucional não é tratada apenas como tema corporativo, mas como uma necessidade prática para melhorar a qualidade das decisões públicas. A avaliação apresentada ao longo da entrevista é que infraestrutura, planejamento urbano, fiscalização, obras públicas e políticas de desenvolvimento não podem ser conduzidos sem participação efetiva de profissionais que dominem a linguagem técnica desses processos.

Um dos momentos mais diretos da conversa trata da forma como engenheiros ainda são enquadrados dentro da máquina pública. Geraldo critica situações em que profissionais da área são contratados com outras nomenclaturas, o que, segundo ele, desvaloriza a função e enfraquece a identidade técnica da categoria. Ao resumir esse problema, ele afirma: “Quem faz engenharia tem que ser contratado como engenheiro mesmo”, rejeitando substituições por cargos genéricos como analista, supervisor ou coordenador.

Na entrevista, esse ponto aparece ligado a uma discussão maior sobre reconhecimento, responsabilidade e representação política. Geraldo lembra que o engenheiro responde tecnicamente e financeiramente pelos projetos que assina, o que diferencia a profissão e exige marcos legais compatíveis com esse nível de responsabilidade. O argumento apresentado no podcast é que não faz sentido cobrar alta responsabilização técnica sem garantir o mesmo peso institucional à profissão dentro do serviço público e dos espaços de decisão.

Outro trecho relevante do episódio aborda a mobilização legislativa da categoria. Geraldo cita articulações em torno de pautas prioritárias no Congresso e menciona que o sistema profissional passou a concentrar energia em temas considerados centrais, em vez de dispersar forças em muitas frentes ao mesmo tempo. Ele também observa que a Frente Parlamentar da Engenharia enfrentou dificuldades para ganhar corpo, o que revela, na prática, a fragilidade da presença técnica organizada dentro do ambiente político nacional.

A conversa também destaca que Rondônia ainda precisa ampliar sua voz em instâncias superiores de representação. No episódio, Edison Rígoli menciona a ausência de conselheiro federal representando o estado no Confea, enquanto Geraldo reforça a importância de fortalecer entidades, associações e presença institucional para que a engenharia local tenha mais peso nos debates de interesse nacional.

Mais do que uma crítica, a fala do convidado funciona como um chamado à ocupação de espaço. O entendimento apresentado no podcast é que a engenharia não deve se limitar ao papel de executar obras ou emitir pareceres depois que as decisões já foram tomadas. Para Geraldo Sena Neto, a categoria precisa estar antes, durante e depois dos processos decisórios, ajudando a formular soluções, corrigir rumos e proteger o interesse público com base técnica.


Assista ao episódio completo:
 

 

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